MP-AL pede informações à polícia sobre abordagem que matou mulher no Jacintinho, em Maceió

  • 08/09/2026
(Foto: Reprodução)
Ministério Público de Alagoas Jonathan Lins O Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) solicitou à Polícia Civil informações sobre a abordagem policial que matou Amanda Rhuanny Lopes da Silva, no último sábado (5), no bairro do Jacintinho, em Maceió. A informação foi confirmada nesta terça-feira (8). 📱Participe do canal do g1 Alagoas Por meio de nota, a Polícia Militar (PM) informou que a ocorrência foi registrada na Polícia Civil, que deve investigar o caso. A corporação afirmou ainda que apura a conduta dos policiais envolvidos, com base nos regulamentos da instituição. Ao g1, a promotora de Justiça Karla Padilha informou que as informações foram solicitadas à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no domingo (6), um dia após a abordagem policial. Agora no g1 Segundo a promotora, ela foi surpreendida ao saber que o caso não estava na DHPP, responsável por investigar crimes de homicídio e tentativa de homicídio, mas na Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO). “O Ministério Público entende que qualquer fato que, em tese, configure homicídio tem que ser investigado pela Delegacia de Homicídios, que tem condições, capacidade, tecnologia e plantão 24 horas”, explicou Karla Padilha. A promotora informou ainda que há a suspeita de que o policial militar que efetuou o disparo contra Amanda Rhuanny já responda por uma tentativa de homicídio ocorrida durante uma abordagem policial. O caso aconteceu em maio de 2024, na Grota do Moreira, também no Jacintinho, mesmo bairro onde Amanda Rhuanny foi morta. O g1 entrou em contato com a Polícia Militar para saber se o policial que atirou contra Amanda é o mesmo que responde pela tentativa de homicídio, mas o órgão não respondeu os questionamentos. Amanda Rhuanny Lopes da Silva morreu durante abordagem policial no Jacintinho, em Maceió Reprodução/TV Asa Branca Alagoas A reportagem também tenta contato com o advogado responsável pela defesa do policial. A promotora Karla Padilha informou ainda que o Ministério Público solicitou o laudo do exame cadavérico para analisar os elementos do caso e verificar se o policial deve ou não ser indiciado. “Trabalhamos para que os familiares da vítima não sofram qualquer tipo de intimidação e que tenham segurança para narrarem os fatos. O que nós queremos é transparência, informações, celeridade e eficiência no trabalho da Polícia Civil a partir de agora”, afirmou Karla. Crime Mulher morre após ser baleada durante abordagem policial na Aldeia do Índio, no Jacintinho Amanda Rhuanny Lopes da Silva, de 32 anos, morreu após ser atingida por um tiro no peito durante uma abordagem policial na comunidade Aldeia do Índio, no Jacintinho. Segundo a Polícia Militar, a vítima avançou contra a guarnição. De acordo com a família, Amanda participava de uma confraternização na região. Os militares foram acionados para investigar uma denúncia de suposto consumo de drogas durante o encontro. Ainda segundo os familiares, Amanda questionou a forma como os policiais realizavam a abordagem. Um dos policiais teria pedido que ela se afastasse, a empurrado e efetuado o disparo. Ela foi baleada na porta de casa. Amanda foi socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jacintinho, mas não resistiu aos ferimentos. Ela deixa dois filhos. Amanda Rhuanny foi socorrida até uma UPA, mas não resistiu aos ferimentos e morreu Reprodução/TV Asa Branca Alagoas

FONTE: https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2026/09/08/mp-al-pede-informacoes-a-policia-sobre-abordagem-que-matou-mulher-no-jacintinho-em-maceio.ghtml


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